11 Aug, 2020 Última Actualização 2:18 PM, 10 Aug, 2020

Portugueses de Valor 2020: Nomeado Adriano Portela

 

Adriano Portela retrata a história de muitos portugueses que se viram forçados a emigrar à procura de melhores condições de vida. Nasceu em Colmeias, no concelho de Leiria e até aos 18 anos aqui viveu bons momentos de convívio. Começou a trabalhar com 13 anos em mecânica, e aos 18 anos seguiu para França continuando no mesmo ramo de actividade. “Emigrei para ganhar mais alguma coisa na vida”, conta. Com 24 anos tornou-se empresário, criando uma sociedade no ramo dos trabalhos públicos, com aluguer de máquinas e camiões. Um acidente que Adriano Portela teve, fez com a sociedade se desfizesse e o incentivasse a avançar para a criação de uma nova empresa, mas agora sozinho. Assim nasceu a LTDTP, em 1997, também dedicada a trabalhos públicos como demolições, terraplanagens, saneamentos, aluguer de máquinas e reciclagem de materiais. Como todas as pessoas, Adriano admite que sempre quis para a sua vida ter possibilidades de ter bons carros e fazer boas viagens. Hoje, conseguiu alcançar um nível de vida que lhe proporciona esses prazeres, mas sente que já alcançou tudo o que gostava de ter.  Preza até hoje a educação que recebeu e é essa que tenta transmitir aos seus descendentes. “Uma educação correta, que me permitiu chegar onde cheguei”. Não faz parte do meio associativo português em França, mas participa sempre que é solicitado. Para si, ser português é uma felicidade, e nunca esquece as suas origens. A todos os portugueses deseja muita saúde, felicidade e que tudo corra pelo melhor.

Portugueses de Valor 2020: Nomeado Luís Carreira

 

Luís Carreira nasceu em 1949 na freguesia de Bidoeira de Cima, pertencente ao concelho de Leiria. Com uma infância feliz e de boas memórias, fruto de origens humildes, Luís estava longe de imaginar que se viria a tornar um empresário de sucesso. Começou a trabalhar com 12 anos de idade, altura em que o sector da agrícola trabalhado pelo pai não o agradava. Tentou sair de casa para trabalhar e começou num serviço precário, transportando barro em carrinhos de mão. Foi também aprendiz de pedreiro antes de ir para França, uma aventura que durou três anos e meio, mas que serviu para evitar o serviço militar. Ainda assim, apresentou-se fora do prazo e foi-lhe atribuída uma missão de dois anos em Angola. Aí, aproveitou o seu tempo para tirar a carta de condução de pesados e profissional, e ainda um curso de construção civil e decoração, actividade que adora. Regressado a Portugal, começa logo a trabalhar como pedreiro e inscreveu-me como empresário a 11 de Abril de 1974. Passado uns dias acontece o 25 de Abril e, com algumas obras adjudicadas, perde algum dinheiro com o crescimento da inflação. Ganhou coragem e determinação para continuar a trabalhar e a progredir como empresário de forma a recuperar o dinheiro perdido. Constituiu empresa com a sua esposa e algum tempo depois surgiu a oportunidade de comprar uma empresa de materiais de construção da qual era cliente. Fê-lo juntamente com um irmão e logo a batizaram de Macolis. Um irmão passou a sociedade a outro e foram-se desenvolvendo duas áreas de actividade na Macolis: cerâmicos e climatização. A separação das áreas foi o caminho a tomar e Luís Carreira ficou o sector da climatização e canalizações. Hoje, a Macolis está presente em Leiria, Coimbra e Paris. Luís confessa que nunca foi um homem sonhador, que apenas desejava fazer amanhã melhor do que hoje. E se conseguiu chegar até aqui, devo-o à honestidade do seu trabalho e à valorização dos recursos humanos. Tem uma vida de 45 anos de actividade ligada a coletividades, mas desejava sempre fazer mais pelo associativismo. Assume que quando instalou a Macolis em França, em 2013, ficou positivamente bem impressionado com a capacidade dos empresários portugueses em França. “Vi coisas que me entusiasmaram bastante e me deram forçam para continuar. Os portugueses são bem vistos em termos de laboração de trabalho, mas como empresários não ficam nada atrás. Para eles, os meus parabéns”. 

Portugueses de Valor 2020: Nomeado Francisco Teixeira

 

Francisco Teixeira nasce a 3 de Agosto de 1966, em Celorico de Basto, localidade essa que ainda hoje não abdica de visitar pelo menos uma vez por ano, salientando a sua forte ligação às suas origens. Contrariando a vontade do pai, optou por não continuar os estudos, tendo acompanhado o seu progenitor até França. Emigrou com 15 anos, iniciando-se logo de seguida no sector da construção civil. O infortúnio de um acidente de trabalho, faz com que decida criar a sua própria empresa, pois viu-se na impossibilidade de continuar a executar as funções exercidas até então. Passaram-se já cerca de 15 anos e a empresa de Francisco Teixeira foi prosperando, continuando a laborar em território francês na construção e renovação de habitações. Tem permanecido fortemente ligado à comunidade portuguesa e refere a importância desta aproximação, pois é o elo que permite com que a mesma seja cada vez mais uma referência de negócio, bem patenteada na qualidade dos trabalhos realizados. As recordações que tem de Portugal são as saudades da sua infância, e salienta a sua paixão por visitar anualmente a terra que o viu nascer, pois “as nossas raízes carregamo-las desde que nascemos, e por mais longe que estejamos, estarão sempre presentes em nós”.

Portugueses de Valor 2020: Nomeado António Faria de Castro

 

António Faria de Castro é natural de Guimarães, e daqui herdou um espírito conquistador. Nasceu em 1967 e até aos 14 anos viveu em França com os pais. Ainda veio a tempo de viver uma boa parte da sua juventude em Portugal, de onde recorda as saídas, as borgas, os passeios e convívios com os amigos. Em terras lusas começou por estudar à noite, porque surgiu uma oportunidade de trabalhar no escritório da Padaria Celeste, começando por ser escriturário aos 14 anos. Seguiu-se A Central de Cervejas – Sagres - onde começou uma vida ligada a empresas de compra e venda de alimentos ou bebidas em Portugal, por isso, quando emigrou para França, levou este currículo na bagagem. Durante vários anos trabalhou para a Central de Cervejas na área das vendas e, quando deixou o país, procurou seguir o mesmo percurso profissional. Em França teve vários trabalhos, passou por uma empresa do mesmo ramo, os armazéns Cândido, mas mais tarde acabou por mudar. Há alguns anos abraçou um novo projecto e integrou a equipa da Alimentar, sendo hoje Gestor Comercial da empresa. A companhia é hoje um dos mais importantes importadores do que melhor se produz em Portugal no ramo alimentar e das bebidas. Apresenta no seu portefólio grandes marcas portuguesas e contribui para o crescimento da balança comercial através das exportações. António Faria de Castro leva todos os dias até à capital francesa os melhores produtos das suas origens, apoiando assim Portugal, que precisa de escoar os seus artigos e ajudando os consumidores no estrangeiro que querem receber o que o país produz. O objectivo de vida de António sempre foi ter felicidade, sua e daqueles que o rodeiam. “Eu estou feliz se os meus amigos e familiares também o estiverem”. Um dos seus maiores motivos de orgulho é mostrar, em França, que Portugal tem produtos muitos bons e de extrema qualidade. A sua vida foi pautada essencialmente em três pilares: honestidade, sinceridade e trabalho, aspectos fundamentais para si. Juntamente com a Alimentar, apoia as associações da comunidade portuguesa com a oferta de produtos, sempre os eventos o justifiquem. Para si, é um orgulho ser português e deseja a todos muita saúde, paz e sucesso a nível pessoal e profissional.

Portugueses de Valor 2020: Nomeado Fernando Mendes

 

Fernando Mendes é dos rostos mais acarinhados da televisão portuguesa. Nasceu em 1963, em Lisboa, e ainda hoje recorda as felizes memórias de brincar na rua. “Hoje perdeu-se isso”, lamenta. Jogar ao berlinde, à bola, lançar o pião, jogar à apanhada eram coisas que enchiam a alma das crianças. Fernando orgulha-se de ainda hoje manter amizades desses tempos de infância. Estreou-se no teatro em 1980, no Parque Mayer, na revista A Reviravolta. Seguiu-se passagens pelo Teatro ABC com algumas revistas e não mais parou a sua carreira. Nessa altura, surgiu também a oportunidade de fazer televisão com o programa O Foguete, com António Sala, Luís Arriaga e Carlos Paião. Entre novelas e programas, foram vários que o próprio Fernando já lhes perdeu a conta. Fica na memória os emblemáticos Nico D´Obra, 123 e Nós os Ricos. Foram mais de 20 revistas, dividindo assim o tempo e carreira entre teatro e televisão. A Prova dos Novos marcou de especial forma Fernando Mendes. “Foi importante para mim e para a malta nova do meu tempo, porque serviu de rampa de lançamento”. Há 16 anos que todos os dias podemos ver Fernando a apresentar o Preço Certo, na RTP1, sempre num registo único e característico. Também se tornou ‘empresário’ do teatro há quase 20 anos, levando pelo país todo produções próprias. Neste momento tem em cena a peça Insónia, que dura há mais de dois anos. “Ao longos destes anos fiz muita coisa, e felizmente que fiz”.

Com uma vida ligada às artes, o primeiro sonho de Fernando era ser jogador de futebol. “Tinha a sorte de conhecer as grandes figuras do futebol dessa época, como o Eusébio, Manuel Fernandes, Yasalde, porque eram amigos do meu pai. Também sou muito amigo de alguns deles. O sonho do teatro vem mais tarde. Mas, claro, sendo o meu pai do teatro esse bichinho entrou e como eu via peças quase todos os domingos acabei por me apaixonar”. Hoje, confessa que não tem grandes sonhos para a sua vida, apenas quer continuar a trabalhar, ter saúde e continuar a divertir os portugueses. O sucesso que alcançou, esse, esteve sempre assente em sinceridade, amizade e em nunca ter inveja, valores que lhe foram transmitidos em criança. Na sua vida, a solidariedade também não fica esquecida. Para além das mais de 100 associações que o programa Preço Certo já ajudou, Fernando faz questão de ajudar também ele pessoalmente. “Quando posso vou a instituições, nem que seja só dar um beijo, abraço e carinho, porque as faz felizes e já é ajudar. Monetariamente também ajudo de vez em quando algumas, mas o afecto é das coisas mais importantes, principalmente para os idosos. O meu programa também é visto pelas camadas jovens, mas é mais visto por pessoas idosas. Pelo carinho que têm por mim, sou obrigado a ir lá ter com eles e dar, pelo menos, um abraço”. Como não poderia deixar de ser, para si ser português “é um espectáculo”. Fernando gosta de Portugal e dos portugueses, mas deixa uma especial mensagem aos portugueses que estão espalhados pelo mundo. “Tiveram de sair do país, muitos deles à procura de melhores vidas, passando anos muitos difíceis. Para eles, um grande abraço que sei que também me consomem a nível televisivo”.