Movimento ‘Guimarães for Peace’ resgatou 30 refugiados ucranianos
15 Aug, 2022 Última Actualização 11:55 AM, 8 Aug, 2022

Movimento ‘Guimarães for Peace’ resgatou 30 refugiados ucranianos

 

O sentimento de "dever cumprido" reinou entre os membros do movimento "Guimarães for Peace" à chegada a Guimarães, depois da entrega de bens na Polónia e a recolha de 30 refugiados ucranianos. As três dezenas de refugiados que trouxeram para a cidade-berço jantaram no restaurante Florêncio, em Azurém, e foram alojados nas instalações do seminário Verbo Divino.

Um grupo de empresários vimaranenses decidiu unir esforços pela paz mundial, começando por ajudar o povo ucraniano, vítima de uma guerra que abala o território daquele país europeu. Com espírito de missão, este grupo de empresários decidiu partir em direção à Ucrânia, com dois objetivos primordiais. Primeiro, entregar ajuda humanitária, essencial para a sobrevivência daqueles que ainda se encontram no país. Em segundo lugar, trazer refugiados para Portugal, com o intuito de lhes promover condições de segurança e emprego.

Este foi o momento certo para Guimarães voltar a mostrar o espírito fraterno que tão bem a caracteriza, estando ao lado daqueles que mais sofrem devido a uma guerra que separa famílias e devasta um território.

Na primeira parte deste trabalho, foram entregues 3,5 toneladas de bens essenciais para quem procura sobreviver à guerra em território ucraniano. O destino foi Wroclaw (Breslávia), na Polónia. O grupo de vimaranenses partiu na manhã de 20 de março, e chegou a território polaco na noite do dia seguinte. Depois da entrega dos bens, seguiu-se o arranque da segunda parte da missão: trazer 30 refugiados para Guimarães, retirando-os da zona do conflito que devasta aquele país do leste europeu. Já no caminho de regresso a Portugal, uma paragem para descanso junto da comunidade portuguesa de Paris.

Cinco viaturas percorreram os três mil quilómetros que separam a cidade berço de Breslávia. Ao longo de um percurso longo e cansativo, pequenas ajudas fazem toda a diferença. António Faria de Castro, natural de Guimarães e emigrante em França tratou da logística para acolher durante uma noite a comitiva que seguia viagem em direção ao berço da nação. O jantar foi oferecido por José Gaspar, da Primland, e a estadia foi uma oferta de Maria do Céu, proprietária da Quinta da Pacheca.

A caravana chegou a Guimarães na noite de quinta-feira, a tempo de um jantar oferecido pelo restaurante Casa Florêncio. Os refugiados foram depois encaminhados para o edifício do Verbo Divino, onde encontraram todas as condições de alojamento temporário para os primeiros dias na cidade berço.

 

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