Portugueses de Valor 2018:Joaquim Filipe
10 Aug, 2022 Última Actualização 11:55 AM, 8 Aug, 2022

Portugueses de Valor 2018:Joaquim Filipe

Sentado numa secretária, Joaquim Filipe ia fazendo pequenos malabarismos com uma caneta. Sem escrever uma única palavra, deu-nos a conhecer as linhas que contam a sua história. Viajou até à aldeia que o viu nascer e onde apanhava da terra o que comia. Nunca teve fome, nunca lhe faltou nada, mas confessa que tinha ambição de sobra. “Farejando” novas oportunidades e um futuro melhor, foi parar à cidade das luzes em fevereiro de 1963. Encontrou montes de gelo acumulados nas bermas da estrada de França, enfrentou um dos invernos mais rigorosos de sempre, mas nunca congelou, nem baixou os braços.

Joaquim Filipe manteve-se sempre com as mangas arregaçadas, com a mesma postura que ainda traz hoje. Abdicou talvez dos anos da sua juventude é certo, correndo entre pequenos-almoços apressados, horários e trabalhos para cumprir com reverência, mas aguentou sempre a saudade desmedida, capaz de lhe provocar borboletas no fundo da barriga quando o nome da sua aldeia surgia no imaginário. Hoje olha para trás sem arrependimentos, até porque acredita piamente que o esforço compensa. Quando Joaquim Filipe pousou a caneta, nós escrevemos as suas memórias e os malabarismos que a vida pode implicar

 

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